sábado, 9 de julho de 2016

Rabaul - Papua Nova Guiné

PAPUA NOVA GUINÉ
Depois de passar um mês  pelas cidades da Australia, de Perth a Sydney, lindas cidades, limpas e modernas a nossa próxima parada seria a cidade de Rabaul, Papua Nova Guiné. O nome não soava estranho mas seria minha 1°vez ali e Eu tinha poucas informações sobre o local, na verdade quase ninguém sabia muito, mas imaginei que fosse mais uma Ilha ou um país no sul da Asia, com clima tropical e aquela umidade 200%;e Eu não estava errado, o local era quente e extremamente úmido, deveria estar uns 42C°, muito quente.

ELIZABETH, nossa guia

Ao chegar em Rabaul, ao olhar para fora o que vi, foi somente mato e o mar (rsrs) Não havia cidade, nem ruas asfaltada, nem prédios, nem casas nem porto nem nada, era um ‘vilarejo’ no meio de uma mata tropical; não havia wi'fi, nem pubs, nem restaurantes, muito menos um mall, era uma vila, uma pequena cidade; Rabaul foi devastada por uma erupção em 1994, o que fez a capital ser transferida para Kokopo, 20 km a leste e a construção de um novo aeroporto fora dos limites da caldeira. As pessoas continuam a viver em volta da  caldeira vulcânica, apesar da cidade em si ter perdido boa  parte da população, com poucas das antigas edificações terem sobrevivido à erupção.


VISTA PANORAMICA DE RABAUL

Putz, pensei o Que fazer aqui? Mas se o navio parou, claro, e com certeza deve ter algo;
Então nos preparamos para sair e fui com um casal de amigos sul-africanos,um paisano e um amigo Vietnamita eles super aventureiros, tem aquela vibe de explorar e conhecer a cultura local e é algo que Eu gosto e sempre faço onde vou. Porque alguns a bordo, ao saírem querem ir somente a Starbacks ou free wifi, eu estou trabalhando a bordo, até hoje pelo simples fato de poder viajar, explorar, conhecer e ver o mundo com meus própios olhos, e não pelas paginas do Google ou um livro; e o melhor é encontrar pessoas assim a bordo, que gostam do novo, do exótico, do diferente, e que curte a viagem;

Rabaul a primeira vista parecia não ter nada, mas ao sairmos no porto, nos deparamos com uma realidade bem diferente dos demais locais que o navio costuma atracar, local bem simples, simples na questão de infraestrutura. Ali não tem, é simples. As pessoas locais, todas falando inglês ainda com sotaque britânico para tirar da onda sua cara (vce que sofre estudando) foram todos muito receptivos, muito simpáticos oferecendo-nos passeio pela redondeza, no valor de 15 dollares por pessoa, 4 horas de passeio. Então aceitamos; e fomos, subimos na caçamba de uma camionete. Eles ofereciam várias coisas até mesmo ir ver um passaro que existe somente naquele país mas era longe, 2 horas para ir e 2 horas para voltar, então fica para a próxima.


O nome da nossa guia era Elizabeth, muito simpática uma senhora que falava bastante foi nos contando a história do local e Rabaul assim como todo o país, é um local riquíssimo em história, riquíssimo em cultura com tanta coisa para se ver e fazer, e é Aquela coisa não julgue o livro pela capa.


Nosso passeio começou, e fomos primeiramente ver o local onde o vulcão destruiu. O vulcão fica na praia, e ao ver fotos antigas o local era muito bonito, agua do mar transparente, era uma vila as pessoas viviam ali mas em 1995 a erupção destruí e cobriu tudo. O vulcão ainda é ativo e oferece risco aos locais.


Dali seguimos mata adentro, Rabaul durante a 2° Guerra mundial foi base de japoneses e local de confronto, um ponto estratégico durante a guerra. È possível ver mísseis, avião de guerras (destroços) que foram derrubados, trilhas e túneis usados durante a guerra. Ali foi palco da batalha entre os japoneses e Australianos;  e também histórias de canibalismo, ato praticado pelos japoneses quando não tinham mais alimentos o.O

destroços de um avião da 2° Guerra Mundial
Falando em Canibalismo, em papua Guiné, assim como o brasil eles eram um povo indígena até a chegada do homem branco, e segundo a fala da Nossa Guia, até uns 80/70 anos atrás, algumas tribos praticavam o canibalismo. E em guerras entre tribos, eles decapitavam o inimigo, e cozinha o cérebro entre outras coisas (uhauha) sinistro.Elizabeth nos assustou neste momento mas nos garantiu que as praticas estavam extintas com a chegada do cristianismo no país;

Nosso passeio continuo e visitamos outros spot’s com vestigios da guerra, o museu nacional da guerra, também visitamos vilarejos locais, onde as pessoas vivem, todos muito simples e receptivos, comunicativos e pessoas muito alegre. Diferente de alguns países em regiões portuárias onde passamos, eles não te atacavam e muito menos imploravam ou queria enfiar guela baixo seus materiais de arte e trabalho como os souvenirs, nem pedindo dinheiro, a própia guia me disse que a 'visita do homen' branco não é comum ali, então acaba sendo uma 'atração' para as crianças e locais. Eu garanto que conhecer e Visitar este país foi uma experiência e tanto.

Já no caminho de volta ao barco, paramos na feira local, um mercado local onde tem todos os tipos de frutas, e também onde os artesões vendem seus trabalhos, exótico e diferentes, muita coisa pra comprar e levar pra casa;

Os locais são  pessoas extremamente receptivas, que não pensarão duas vezes em receber suas visitas dando tudo de melhor que eles tiverem. Compartilhar é algo implícito da cultura na Papua Nova Guiné, e se estende aos viajantes de outros países que chamam tanta atenção no país. Além de dividir, os papuásios estão sempre dispostos a ajudar e garantir que os estrangeiros estejam seguros onde quer que vão.

Eu perguntei a Elizabeth o que era aquilo que eles tantos ‘mastigavam’ e deixavam os lábios e dentes todo vermelho (depois dela ter dito do canibalismo haha brincadeiras mas vai saber) e então ela me falou da Buai ou Betel Nut que nada mais é do que uma droga natural muito consumida por eles , Mastigar o betel nut na Papua Nova Guiné é parte da cultura, e é feito juntamente com a semente de mostarda e lime, um pó branco que parece cocaína mas na verdade é obtido através da trituração de conchas do mar extremamente ressecadas. O consumo do betel nut desta forma deixa os dentes e lábios com uma cor avermelhada além de causar efeitos eufóricos/alucinativos. É também a principal causa de câncer de boca, principalmente nos mais idosos que fazem uso do buai desde a infância.
Ela ofereceu, não provei porque vai saber, preciso voltar o navio e ainda trabalhar por meses, vai que rola algo, então, agredeci, e deixa para a proxima.

BUAI OU BETEL NUT (droga rs)

Há mais coisas e locais para ver, claro, infelizmente paramos somente na cidade de Rabaul, mas parece que para o próximo ano iremos explorar outros locais daquele país; tomara.


Assim foi nossa rápida passagem por Rabaul, é um local que valeu a pena ter conhecido, um pouco mais de cultura e conhecimento adquirido;



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