sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Vontade de Voltar, Pensamentos de Um Tripulante 2



Independente  do  choque  de realidade  ou  do   descontentamento de ver o que é a real vida a bordo;   seja por incompetência da companhia,   pelas horas extras não pagas, da escravidão,  do salário baixíssimo,   da cabine minúscula,  saudade  entre  uma infinidade de fatores  angustiantes e 
desgastantes  que tornam a vida de  tripulante algo não tão bom; 

Quando  você  começa a chamar sua cabine de  casa  e  seus companheiros de trabalho de irmãos,  tudo toma  uma perspectiva  diferente.  A âncora  é  tatuada  dentro de você e o universo á parte  contido  dentro da área de crew se torna seu ponto de partida para qualquer ânsia de crescimento pessoal ou profissional.

Todo o sofrimento  parece  extremamente suportável quando olhado delonge.
Sentado  em  frente  ao  computador  em casa,  você imagina  sua  outra  família acordando, limpando,  atendendo, chorando  e  xingando e pensa
-Como eu gostaria de estar lá!

Após analisar  as  perspectivas;  independente  de  função,  atividades  ou  qualificações, você sótem a  concluir  que  a  vida a  bordo  é uma cachaça que vicia  e  quando  você  para de xingar  a  ressaca  e a dor de cabeça vai embora,  O  único pensamento  existente  é o QUERER MAIS! ;

Mais liberdade, mais países na lista  de  já visitados,  mais  aprendizado  de línguas,  mais crescimento como ser humano,  mais  pessoas  para somar ao coração,  mais crew parties, e menos preocupações terrenas.

Tudo que se quer é mar, sentir o solavanco do oceano agitado pra dormir,  ter com quem conversar a qualquer hora do dia e da noite, compartilhar dos mesmos objetivos e planos avulsos... Tudo que se quer é voltar


Texto de Lucas Soares




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